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Cooperador, utilizador, candidato e centro de custo

A aplicação distingue quatro entidades centrais. São coisas diferentes, com finalidades diferentes, e podem existir umas sem as outras. Confundi-las é a origem de muitos enganos — por isso vale a pena fixar bem cada uma antes de avançar para o resto da documentação.

Candidato

Um candidato é um pedido de adesão em avaliação. Surge quando alguém preenche o formulário público de inscrição, ou quando a administração regista uma candidatura manualmente. Vive no fluxo das Candidaturas e passa por estados (rascunho, submetido, aprovado, rejeitado).

Um candidato ainda não é cooperador: não tem pertença à cooperativa, secções nem títulos de capital. É apenas uma pessoa a quem a cooperativa ainda vai dizer “sim” ou “não”. Quando a candidatura é aprovada, dá origem a um cooperador.

Cooperador

Um cooperador é a pessoa enquanto membro da cooperativa. É o que vê na lista de cooperadores. Resulta da aprovação de um candidato — ou pode ser criado diretamente pela administração.

Um cooperador tem secções, um histórico de estados, títulos de capital, contactos e dados pessoais. Representa a pessoa na sua relação de pertença com a cooperativa.

É importante reter que um cooperador não é uma conta de acesso: pode perfeitamente existir um cooperador que nunca entra na aplicação.

Utilizador

Um utilizador é uma conta de acesso — as credenciais com que se inicia sessão. Tem um papel (administração, editor ou cooperador), que determina o que pode ver e fazer.

Um utilizador pode estar ligado a um cooperador, mas não tem de estar:

  • Há utilizadores ligados a um cooperador — por exemplo, o cooperador que acede para submeter despesas.
  • Há utilizadores sem cooperador — por exemplo, alguém que apoia a gestão da aplicação sem ser membro.
  • E há cooperadores sem utilizador — quem não acede à aplicação.

Por outras palavras: utilizador e cooperador são coisas distintas, e a ligação entre eles é opcional nos dois sentidos.

Centro de custo

Um centro de custo é uma unidade financeira na tesouraria: tem saldo, pode ter IBAN e BIC, e é a ele que se associam as transacções. Tecnicamente é uma “pessoa” da tesouraria marcada como centro de custo — é por isso que aparece ao lado dos Clientes, que são pessoas do mesmo tipo mas que não são centros de custo (são quem paga ou a quem se paga).

Um centro de custo pode estar ligado a um cooperador. Numa cooperativa é comum existir um centro de custo por cooperador (a aplicação chega a criar um centro de custo “de projecto” a partir do nome do cooperador). Mas continuam a ser coisas distintas: o centro de custo é financeiro, o cooperador é a pessoa-membro. Um cooperador pode ter zero, um ou vários centros de custo.

Como se relacionam

candidato  ──aprovação──▶  cooperador

                  (opcional) │ ligação
              ┌───────────────┴───────────────┐
              ▼                               ▼
        utilizador                      centro(s) de custo
     (conta de acesso)             (unidade(s) financeira(s))

E, à parte da pessoa-membro, na tesouraria há ainda os clientes (entidades externas): são pessoas do mesmo tipo que os centros de custo, mas não marcadas como centro de custo — quem a cooperativa paga ou de quem recebe.

Quadro-resumo

EntidadeO que éO que a torna únicaPode existir sozinha?
CandidatoPedido de adesão em avaliaçãoVive no fluxo de candidaturas, com estadosSim — antes de existir o cooperador
CooperadorA pessoa enquanto membroTem pertença, secções e títulos de capitalSim — pode não ter utilizador nem centro de custo
UtilizadorConta de acesso (credenciais)Tem um papel e inicia sessãoSim — pode não estar ligado a um cooperador
Centro de custoUnidade financeira na tesourariaTem saldo e movimenta transacçõesSim — pode não estar ligado a um cooperador

Ver também